Cozinha solidária: Restaurantes que apoiam causas sociais

Em tempos de pandemia pelo covid-19, muitos restaurantes estão engajados para ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade, valorizando o conceito de responsabilidade social. Acreditamos que a caridade é um exercício espiritual. Quem pratica o bem, coloca em movimento as forças positivas do universo. Se puder participe!

É o caso do restaurante Jamile, uma das casas do chef Henrique Fogaça, que, em conjunto com os sócios Anuar Tacach e Alberto Hiar, lançou o projeto “Marmitas do Bem“, cujo intuito é doar refeições para pessoas em situação de rua na região central de São Paulo. É possível colaborar com a campanha por meio de em uma “vaquinha eletrônica”, disponível no site: http://www.kickante.com.br/campanhas/marmita-do-bem-0.

Já o renomado restaurante japonês Kitchin também abraçou a causa e se uniu a UniãoSP, um fundo emergencial de apoio à população ameaçada pelo covid-19. A casa oferece, em forma de sorteio, 8 jantares para os participantes que doarem o valor de 3 cestas básicas (R$ 180).

Os recursos captados serão usados para comprar alimentos e produtos de higiene e limpeza para comunidades vulneráveis em São Paulo, em coordenação com o Governo do Estado, Prefeituras e entidades do 3º setor. Também participam do projeto os restaurantes Su e Aima, do mesmo grupo. Para ajudar: http://www.uniaosp.org/

O Sefras, organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, plural e suprapartidária, criada pela Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, e Soul Kitchen, incubadora de projetos que conecta pessoas através do alimento, juntaram forças para ampliar a produção de quentinhas, o que resultou no projeto batizado de “Quentinha do Bem“.

O desafio do projeto é aumentar a quantidade de refeições distribuídas diariamente. Nos últimos 15 dias, o Sefras produziu 50 mil quentinhas para os moradores de rua. Neste novo cenário, o objetivo é produzir 8 mil quentinhas por dia, durante os próximos dois meses. Para que isso seja possível, é necessário arrecadar R﹩ 960 mil, já que cada quentinha de 500 gramas, que contém feijão, legumes, tubérculos e proteína, tem o custo de R﹩4. Esse valor cobre não só as despesas com ingredientes, mas também a manutenção de 6 cozinhas e 28 cozinheiros que atuam na produção das refeições. É possível ajudar com contribuições pelo site http://www.ingresse.com/quentinhadobem , depósito bancário ou doações de insumos.

Desde dia 20 de março o restaurante Mocotó. Localizado na Vila Medeiros, na zona norte de São Paulo, do chef Rodrigo Oliveira, passou a distribuir refeições gratuitas aos “vizinhos da quebrada” em situação de vulnerabilidade, na tentativa de amenizar os efeitos sociais e econômicos da pandemia do Covid-19.

Batizado de Quebrada Alimentada, o projeto conta com doações de pessoas físicas e jurídicas, de diversos setores, e tem até uma “vaquinha” online (vaka.me/963053). O montante é 100% destinado à compra de ingredientes, enquanto o Mocotó arca com os custos da produção. A ideia é que a distribuição de marmitas prossiga mesmo com o fim da crise, enquanto forem feitas doações.

Saladas orgânicas, frango ao curry, muitas outras receitas saborosas, compõem as marmitas da chef Izadora Ribeiro, do Isla Café,  que são oferecidas a comunidades carentes nesta quarentena. A casa suspendeu as atividades antes mesmo do decreto imposto pelo governo. De portas fechadas, Izadora, ao lado do sócio, Marcus Ozzi, aproveitou o tempo “de sobra”, a cozinha vaga do restaurante e os funcionários querendo trabalhar para criar a Cozinha de Combate. 

Com doações feitas por meio do site de financiamento coletivo Abacashi – cada marmita custa R$ 20, valor mínimo para doação, podendo chegar a R$ 600 –, o projeto produz 150 marmitas por dia. Elas são distribuídas entre a Associação de Mulheres de Paraisópolis, responsável pela alimentação de mais de 5 mil famílias na comunidade, e pessoas em situação de rua atendidas pelo Padre Júlio Lancelotti e pelo Frei Diogo na região central.

O projeto também contempla a sobrevivência do restaurante. O valor arrecadado arca com a compra de insumos e também com a folha de pagamento dos funcionários, sem lucros. 

 

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