Em novembro, Mercearia do Conde promove festival dedicado à mandioca

Novembro é um dos meses que eu mais curto do ano, primeiro porque é quando eu completo mais um ano de vida e segundo porque se inicia oficialmente os eventos mais legais gastronômicos da Capital Paulista. E um dos que mais curti de cara, já está rolando….. no Mercearia do Conde, está rolando o festival Raízes do Brasil, onde a mandioca será a grande homenageada desta edição.

Do doce ao salgado, do Norte ao Sul do país, do boteco ao jantar mais refinado, a mandioca está em todos os pratos. Não por acaso é considerado o ingrediente mais versátil e democrático da culinária brasileira.  A casa, que também está completando aniversário, 28 anos, preparou dez receitas – entre pratos e drinques – cuja estrela principal é a macaxeira

Da folha à raiz da mandioca, tudo se aproveita para formar tapiocas, beijus, farinhas, polvilhos, caldos, bebidas fermentadas e destiladas. Para o festival, a chef Maddalena Stasi sugere começar com o Duo de Beijus de Goma de Tapioca Caseira (um deles servido com queijo curado com tomatinho da roça e o outro com carne-seca e pastinha de chèvre, R$ 38).

Como pratos principais, há opções com diferentes tipos de mandioca e variações de subprodutos e usos como farinhas, tapiocas e polvilhos. Destacam-se, no festival, os seguintes pratos: Camarões Empanados Crocantes ao Molho Aromático de Limão-Cravo, Pirão de Farinha de Copioba com Açafrão da Terra e Vinagrete de Maxixe (R$ 92), Pescada Amarela em Crosta de Tapioca Flocada sobre Braseado de Banana-da-Terra com Salada de Feijão Manteiguinha e Tian de Legumes ao Azeite de Ora-Pro-Nobis, (R$ 88), Carne do Sertão Maturada na Casa, Crumble de Mandioca e Espetinho de Queijo Coalho com Melado de Cana em Leito de Couve Fresca Temperada (R$ 79), Lasanha Vegana de Legumes Laminados com Emulsão de Quiabo e Gratin de Farinha d’Água (opção sem glúten, R$ 68). Para finalizar com doçura, Pudim de Mandioca e Coco Fresco com Baba de Moça (R$ 28). E quem pedir o menu completo – em 3 tempos – do festival ganha um cafezinho da casa, acompanhado de biscoito de polvilho, mais uma receita feita com a versátil mandioca.

Para harmonizar, rótulos de cerveja até com mandioca na composição. É o caso da Colorado Cauim (R$ 22, 300 ml), de Ribeirão Preto, cerveja pilsen com adição de cereais, malte importado, lúpulo tcheco e mandioca. Também foram criados alguns drinques pelo bartender Ray de Souza, feitos com a aguardente de mandioca, a potente tiquira: Pitiquira (pitanga, tiquira, cherry brandy, R$ 32) e Castelinha (caipirinha de limão-cravo, abacaxi, gelo de cidreira e tiquira, R$ 30).

Para quem não sabe Castelinha é um dos muitos apelidos regionais para a mandioca. Também chamada de aipim, macaxeira, maniva, uaipi, dependendo do Estado. Mandioca significa literalmente “filha da tribo” (mani = filha, oca = local onde mora a tribo. Para o historiador Luís da Câmara Cascudo, a raiz branca e de casca escura era simplesmente a “rainha do Brasil”. No mês de novembro no Conde, a coroa será mesmo dela. Vem experimentar uma destas delicias, imperdível!

Serviço:
Mercearia do Conde
www.merceariadoconde.com.br
Rua Joaquim Antunes, 217 – Jardim Paulistano
CEP: 05415-010 – São Paulo – SP
Tel. 11 3081-7204
Capacidade: 110 lugares
Horário de funcionamento: De segunda a quinta, das 12 às 16h para almoço e das 19h às 23h30 para jantar. Sexta: das 12h às 0h30, sem intervalo. Sábado: das 12h30 às 0h30, sem intervalo. Domingo: das 12h30 às 23h, sem intervalo.  Abre todos os dias.

 

Mandioca: Restaurante dedicado a um dos ingredientes queridinhos da cozinha brasileira.

Esta semana a gente foi conferir um restaurante que eu queria visitar há muitoooo tempooooo, e finalmente chegou o grande dia! O Mandioca Cozinha, restô da chef pernambucana Madu Melo, que tem como filosofia explorar todas as receitas caseiras com toques contemporâneos, sendo a mandioca a estrela incondicional do menu.

O Mandioca traz receitas das cinco regiões do país, com os diferentes tipos de mandiocas – mansa, branca e amarela, fermentada e não-fermentada (segundo o Embrapa, são 250 tipos catalogados no Brasil) – e uma dezena de variações de subprodutos e usos. Dentre eles, a farinha do Uarini (Amazonas), o tucupi amarelo (Pará), a farinha de copioba (Bahia), a de tapioca (com massa feita na casa) e outras farinhas de diferentes cantos do país.  “Do doce ao salgado, do bar ao restaurante, do café da manhã ao jantar, a mandioca está em todas as mesas brasileiras. É um patrimônio cultural e o restaurante busca homenagear esse ingrediente tão versátil e saboroso de uma forma amigável e simples”, diz a chef.

Além disso, o restaurante tem um espaço acolhedor, com boas cores, boas plantas, e uma mesa espaçosa para caber todas as comidinhas possíveis que sua alma “aguentar”…

Iniciamos o nosso almoço com uma receita que me deixou curiosa, logo de cara! Caribéu (R$15,00), um tradicional ensopado do Mato Grosso que contém carne de sol desfiadinha com mandioca bem paçoquenta e um molhinho levinho e picante que casa todo mundo e traz um conforto ao seu palato muito animador. Eu adorei!

Na sequência pedimos o óbvio: uma porção de Mandioca Frita (R$12,00), com geleia de pimenta. Aqui deu ruim, a protagonista da casa simplesmente chegou passada, não parecia ter sido frita na hora, estava com textura endurecida. Minha herança genética histórica ficou desolê, estava muito sem graça!

Passado o susto, nos entregamos aos pratos principais. Meu namorado fez o pedido mais ousado do dia, Pirarucu assado na folha de couve (R$45,00), regado com tucupi e acompanhado de banana grelhada e cuscuz de farinha do Uarini com jambu e castanha do Pará. Sem decepções, o peixe passou um pouquinho do ponto de cozimento, mas o restante se apresentou como uma “sinfonia palatina” para nossos sentidos: uma mistura de texturas e sabores com cheiro de terra, com cheiro de mar, que nos deu leveza e bem-estar aos sentidos. Aqui você encontrará um prato exótico e que tem a cara da cozinha brasileira.

Eu fui de Porco Sulista (R$38,00), filé mignon suíno com melado de rapadura, acompanhado de abóbora assada e farofa de bacon com pinhão. O prato chegou lindo, lindo à mesa, um tenríssimo porco assado e de bom tempero, o molho doce foi bem dosado. Abóboras macias e levemente adocicadas contrastam perfeitamente bem com a salgada farofa aromática. De lamber o prato.

Eu não dispensei a sobremesa e fomos de Pudim da Casa (R$12,00). Feito de mandioca cozida, sua consistência é mais firme e sabor mais leve, mas que mergulhado no sabor acre e agradável do cumaru causa uma explosão saborosa na sua boca. Aos amantes da famosa sobremesa, indispensável.

A proposta aqui é ter uma boa relação custo-benefício, com pratos que variam de R$29,90 (preço do prato do dia no almoço executivo de terça a sexta) a R$48,00. Outra preocupação da casa é refletir a diversidade étnica, de gênero e cultural, com uma equipe multicultural, tanto na cozinha quanto no salão, e vale ressaltar o serviço gentil. O Mandioca é um lugar para se voltar e que reflete bem a nossa rica cozinha brasileira.

Serviço:

Mandioca Cozinha
www.mandiocacozinha.com.br
EndereçoRua Doutor Cesário Mota Junior, 187
Vila Buarque – São Paulo – SP (próximo ao metrô Santa Cecília)
Telefones(11) 2936-9427 e 99282-7556 (WhatsApp)
E-mailcontato@mandiocacozinha.com.br
Facebook: /mandioca.cozinha
Instagram: @mandioca.cozinha

Credito Imagens: Bia Ferrer

 

Mandioca é estrela em novo restaurante em São Paulo.

E mais um restaurante temático na área. Se você é fã de mandioca, agora existe um lugar somente para você prova-la de tudo quanto é jeito! O Mandioca Cozinha, restô da chef pernambucana Madu Melo, abriu em soft opening no último dia 23/julho/18, na Vila Buarque, e já causou burburinhos. A casa explora tem como filosofia explorar todas as facetas gastronômicas dessa planta 100% nacional e 100% aproveitável, com receitas caseiras, glúten free, opções veganas, uso de ingredientes sazonais e preferencialmente orgânicos e agroecológicos. Em todo o menu, carta de bebidas e até mesmo em alguns itens do décor, a mandioca é a estrela.

A casa trará receitas das 5 regiões do país, com os diferentes tipos de mandiocas – mansa, branca e amarela, fermentada e não-fermentada; segundo o Embrapa, são 250 tipos catalogados no Brasil – e uma dezena de variações de subprodutos e usos. Dentre eles, a farinha do Uarini (Amazonas), o tucupi amarelo (Pará), a farinha de Copioba (Bahia), a de tapioca (com massa feita na casa) e outras farinhas de diferentes cantos do país.  “Do doce ao salgado, do bar ao restaurante, do café da manhã ao jantar, a mandioca está em todas as mesas brasileiras. É um patrimônio cultural e o restaurante busca homenagear esse ingrediente tão versátil e saboroso de uma forma amigável e simples”, explica a chef e sócia Madu Melo, nascida em Recife e radicada há 10 anos em São Paulo.

Num conceito informal e descolado, durante a semana, a casa não tem garçons e trabalhará com o conceito de autosserviço, o que impacta positivamente no preço final ao consumidor. O cliente faz o seu pedido, retira-o, leva para a mesa e recolhe sua bandeja. Aos fins de semana e feriados, a casa terá garçons. A proposta da casa é ter uma boa relação custo-benefício, com pratos que variam de R$ 29,90 (preço do prato do dia, no almoço executivo de segunda a sexta) a R$ 45.

Nossa sugestão pra começar,  Caldinho do Dia, sempre com um toque de mandioca na receita, o MPM (moela de galinha com pão caseiro de mandioca e molho) e o Caribéu Pantaneiro (ensopado de mandioca e carne de sol da casa). Para quem está de olho na dieta, há uma opção de belisquete vegano e mais leve, os Beijus com Dips (barquinhas de beiju de tapioca acompanhadas de vinagrete de maxixe apimentado e homus de pinhão).

Sucesso ao Mandioca!

Serviço:
Mandioca Cozinha
www.mandiocacozinha.com.br
Endereço: Rua Doutor Cesário Mota Junior, 187