Uma noite com os “Someliers Nazistas”

É assim… Eu e Marcos fomos a uma degustação de vinhos, coisa que eu não cogitava em ir tão cedo na minha vida. Explico… De uns anos para cá, a legião que se formou de “someliers nazistas” na face da terra começou a ser algo insuportável. De repente de um dia para outro todas as pessoas que estavam ao meu redor viraram entendedores de vinho e eu achava isso um porre… Porque eu sou do tipo de pessoa que tanto para comida, como para bebidas critico ou aprecio aquilo que me causa bem estar na hora de ingerir e ponto!! Podendo ser desde caviar Beluga até o acarajé da esquina, não me importo. Se for bom eu to dentro, ou melhor dizendo, eu ponho para dentro… Hahahaha!

E lá fomos nós. A experiência já começa mal quando você se atrasa e chega 40 minutos depois do inicio da bebedeira, e pior, assim que colocamos nossos pés ali, até o palestrante parou para nos observar… Putz, etiqueta nada chique para uma degustação de vinho… Logo em seguida começa aquele ritual. Tipo, antes de levar o vinho à boca, você tem um processo básico a percorrer… Primeiro você tem que ver a consistência do vinho, o que nem tecerei grandes comentários… Quando se falou em “halo transparente”, eu fiquei olhando pasma para a cara do Marcos, tentando ver aliens saindo do copo… Depois vamos sentir o aroma… Gente, cheguei à conclusão de que preciso parar de fumar urgentemente, porque ter a pretensão de  sentir ou pelo menos tentar sentir todos os aromas presentes é algo impossível para a minha pobre alma brasileira. Em um mesmo vinho existia lichia, mel, baunilha, marmelo (gente, alguém pode me dizer qual é o aroma de marmelo?? Socorrooooooo!), flores brancas, coquetel de frutas e pão de mel… Hahahahaha!!! I don´t believe…

Bem, mas o que achei interessante mesmo foi a proposta do clube de vinhos. O Dioniso Clube propõe reunir pessoas para cultivar os prazeres da enologia e lá você encontra espécimes de todas as tribos… As vantagens são imensas, você pode comprar caixas de vinhos inéditos, que ainda não existem aqui no país, participar de palestras e degustações educativas, cursos para quem realmente quer virar um Somelier Nazista… Hahahaha! Viagens a grandes vinhedos espalhados pelo mundo… E parece que a coisa toda é bem organizada, tem manobrista na porta do clube, tem um espaço agradável e tem gente simpática. E todos, sem exceção, são literalmente “fissurados” por vinho… Porque o papo na maior parte do tempo foi dedicado a exaltar as maravilhas de um vinho Malbec… Um único conselho para quem quer ingressar no universo enólogo: nada de se contaminar com essa febre, porque se isso acontecer já aviso, remédio por aqui não há!

Mesmo ainda sendo uma debilitada no assunto, bebi um vinho que deixo aqui como uma simples sugestão… Don Martino Malbec, de Mendoza, na Argentina. Vinho “encorpadão”, o gosto persiste por muito tempo na sua boca!

É isso pessoas, até a próxima experiência inédita em minha vida… E Rámigo Marcos, obrigado por estes momentos, só com você mesmo para entendermos juntos toda a graça desta vida… E Moniquetez você estava com a gente em pensamento a todo instante… Beijão!

E lembre-se “Felicidade se acha em horinhas de descuido”